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SOBERANIA DE DEUS.

 

          DEUS É SOBERANO

          Texto: 1 Crônicas 29:11-12.

          "Tua é, SENHOR, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, SENHOR, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos. E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo."

          INTRODUÇÃO

          1. Duas Verdades Bíblicas

          1.1. Deus é Soberano

          1.2. O homem é responsável!

          2. Perigo: salientar uma doutrina e desprezar a outra.

          2.1. Fatalismo: Ressaltar demasiadamente a Soberania.

          2.3. Exemplo: O mais lindo rosto ficaria desfigurado se apenas um membro começasse a crescer, e os demais não se desenvolvessem.

          3. Duas facetas da verdade.

          3.1. Jesus era “servo” (Fp.2:6), e “Cristo o Senhor” (Lc.2:11).

          3.2. Levar as cargas dos outros (Gl.6:2), e a própria carga (Gl.6:6).

          3.3. Não se inquietar (Mt.6:34), mas ter cuidado com os seus (1Tm.5:8).

          3.4. Promessa de não perecer (Jo.10:28,29), mas confirmar a eleição (2Pe.1:10).

          3.5. Fazer prova de Deus (Ml.3:10) e não prová-lo (1Co.10:9).

          3.6. Deus é Luz [santidade/justiça] (1Jo.1:5) mas também é amor (1Jo.4:8).

          3.7. A bondade de Deus e a sua severidade (Rm.11:22).

          3.8. Está escrito que Jesus tomou nossas enfermidades (Is.53:4), mas também está escrito que os crentes tinham enfermidades (Fp.1:25-27). O sábado é dia do Senhor, mas também que não há dia específico para adoração a Deus (Jo.4:23; Gl.4:10,11; Cl.2:16). Em Cristo não há mais homem nem mulher (Gl.3:28), mas também está escrito que o homossexualismo é pecado (Rm.1:24-27). A teologia bíblica é importante, mas deve harmonizar-se com toda a Escritura (teologia sistemática).

          4. Por que esta doutrina?

          4.1. É um dever: “...porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus”. (At.20:27).

          4.2. É uma necessidade: pregar o que as ovelhas necessitam, e não o que elas gostam de ouvir.

          4.3. Enfermidades graves precisam de remédios fortes: “...mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e fará proezas”. (Dn.11:32).

          I. DEUS REINA NOS CÉUS

          1. Todos concordam que Deus reina nos céus.

          2. Ele reina: “...o bem-aventurado, e único poderoso SENHOR, Rei dos reis e Senhor dos senhores; Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém”. (1Tm.6:15,16).

          II. DEUS REINA NA TERRA

          1. Muitos discordam que Deus reina na terra.

          2. Tudo é regido pelas leis da natureza.

          3. O homem determina sua própria sorte com seu “livre-arbítrio”.

          4. Mas negam sua responsabilidade, atribuindo ao Diabo o mal que procede em seu próprio coração (Mc.7:21-23).

          5. Parece que é o Diabo quem reina: “Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas”. (Lc.21:26).

          6. Muitos incrédulos declaram que o cristianismo é um fracasso!

          7. Consideram que Deus está decepcionado pelo que acontece no mundo. Dizem que Ele nada pode fazer.

          8. Jesus tem todo o poder: “É-me dado todo o poder no céu e na terra...” (Mt.28:18).

          III. DEVEMOS CRER PELA FÉ

          1. O que acontece na terra demonstra que Deus está no controle (Is.46:9-11).

          2. Deus é justo e seus juízos caem sobre os rebeldes (Is.24:3-6).

          3. Deus é fiel e cumpre suas ameaças (Is.45:8-18).

          4. Deus é onipotente, ninguém pode resistí-lo (Jó 9:12; Jó 42:1; Is.45:22-24).

          5. A fé vê o invisível (Hb.11:27).

          6. Se olharmos para a evidência dos nossos próprios olhos, acreditaremos que o Diabo reina na terra. Mas tudo coopera para o bem do crente (Rm.8:28).

          7. Devemos admitir que há muita coisa na providência divina que nos assusta e abala. Por exemplo, a ordem para matar crianças (Js.6:21; 1Sm.15:3), o caso de Uzá que se preocupou com a queda da arca (1Cr.13:10), a morte prematura dos justos, como o rei Josias (2Rs.23:29; Jó 21:30; Jó 22:16; Is.57:1). Mas não devemos dizer com o descrente: “Se eu fosse Deus, não permitiria tal coisa”. Muito melhor, ante os mistérios que nos deixam perplexos é dizer: “Emudeci; não abro a minha boca, porquanto tu o fizeste”. (Sl.39:9).

          8. Por que as coisas são assim? Para testar e provar nossa fé, e promover nossa submissão à vontade de Deus: “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!” (Rm.11:33).

          IV. A SOBERANIA DE DEUS DEFINIDA NA BÍBLIA

          1. Deus é Supremo, Deus é Deus! Ele é o Altíssimo: “...todos os moradores da terra são por Ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, Ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” (Dn.4:35).

          2. Deus é Onipotente, possuidor de todo o poder nos céus e na terra (Mt.28:18): É dizer que “...no céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada.” (Sl.115:3).

          3. Deus governa as nações: “Porque o reino é do SENHOR, e ele domina entre as nações”. (Sl.22:28).

          4. Deus é o Único Soberano: “...único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores...” (1Tm.6:15).

          5. Deus é Soberano nas ações humanas: porque “...até a ira humana há de louvar-te; e do resíduo das iras te cinges.” (Sl.76:10).

          6. Deus controla tudo: “Tua é, SENHOR, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, SENHOR, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos. E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo”. (1ª Crônicas 29:11,12).

          7. Deus é o Soberano Senhor: do grego “déspota” (#1203, Strongs), que significa “Senhor Absoluto, ou Aquele que tem poder e domínio absoluto”. “...Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” (Ap.6:10). Soberano Senhor na ARA (2Pe.2:1).

          8. Deus é Soberano universal e absolutamente: (1Cr.29:10-12; 2Cr.20:6; Sl.22:28; Sl.47:2,3,7-9; Sl.50:10-12; Sl.72:8-11; Sl.93; Sl.95:3-5; Sl.103:19; Sl.145:11-13). Ninguém pode impedir o que Deus resolve fazer (Jó 23:13; Jó 42:2; Sl.115:3; Pv.21:30).

          9. Deus é Soberano como o Oleiro sobre o Vaso: O direito de Deus é o direito do oleiro sobre o barro: moldá-lo a qualquer forma que deseje, produzindo, do mesmo pedaço de barro, um vaso para honra e outro para desonra. Afirmamos que Deus não está sujeito a nenhuma regra ou lei fora da sua própria vontade e natureza e que Deus é sua própria lei, não tendo qualquer obrigação de prestar contas dos seus propósitos a quem quer que seja. (Mt.20:15; Mt.25:15).

          V. A SOBERANIA DE DEUS E O MAL

          1. Deus é o responsável pela existência do mal.

          2. Ele não é o autor do pecado.

          3. Deus cria o mal (Is.45:7), mas Ele não é o fazedor do mal.

          4. O mal sempre existiu, na mente eterna e onisciente de Deus.

          5. No zoroatrianismo (Zend-Avesta), o bom deus Ormuz criou as coisas boas, o mau Arimã criou todas as coisas más.

          6. Quando Deus diz, “Eu crio o mal”, Ele assume toda a responsabilidade pelo mal em meio à sua criação.

          7. Não basta dizer, como Calvino, que este mal se refere aos males dos juízos e punições que Deus envia aos homens.

          8. Há duas palavras para o verbo criar: criar e fundar. O primeiro significa criar do nada, trazer à existência. Refere-se ao ato criativo de Deus (Rm.4:17; Hb.11:3; 2Pe.3:5). O verbo fundar refere-se ao ato formativo (Sl.89:11; Sl.102:25; Sl.104:5; Sl.119:90).

          9. A palavra hebraica empregada em Isaías 45:7, onde diz que “Deus cria o mal” é "bara" (#01254, Strongs) e se refere ao ato criativo de Deus. É a mesma palavra usada em Gênesis 1:1 e 27. Também encontrada em diversas passagens: (Gn.2:3; Gn.5:2; Gn.6:7; Dt.4:32; Sl.89:12(13); Sl.89:47(48); Sl.104:30; Sl.102:18(19); Sl.148:5; Is.4:5; Is.40:26; Is.41:20; Is.45:8; Is.45:12; Is.48:7; Ml.2:10).

          10. Deus criou a luz e a paz (Is.45:7), mas não havia necessidade que Deus criasse a luz ou a paz, pois “Deus é luz” (1Jo.1:5), e o “fruto do Espírito é... paz” (Gl.5:22). Portanto, assim como Ele criou a luz e a paz, criou também o mal: “Eu, o SENHOR, faço todas estas coisas.” (Is.45:7).

          11. Contudo, dizendo assim,devemos acrescentar que em nenhum sentido isto implica em que Deus é o autor do mal.

          12. O ato criativo e o ato formativo de Deus são declarados nas Escrituras: “Louvem o nome do SENHOR, pois mandou ele, e foram criados. E os estabeleceu (fundou) para todo o sempre; fixou-lhes uma ordem que não passará”. (Sl.148:5,6). “Porque assim diz o SENHOR, que criou os céus, o Deus que formou a terra, que a fez e a estabeleceu; que não a criou para ser um caos, mas para ser habitada: Eu sou o SENHOR, e não há outro”. (Is.45:18).

          13. Quem criou o Diabo? A Bíblia responde: “Eis que eu criei o ferreiro, que assopra as brasas no fogo e que produz a arma para o seu devido fim; também criei o assolador, para destruir”. (Is.54:16). “Pelo seu Espírito ornou os céus; a sua mão formou a serpente enroscadiça”. (Jó 26:13). Seu poder o criou e seu poder o destruirá: “Naquele dia, o SENHOR castigará com a sua dura espada, grande e forte, o dragão, serpente veloz, e o dragão, serpente sinuosa, e matará o monstro que está no mar.” (Is.27:1).

          VI. DEUS É SOBERANO NO USO DO SEU PODER

          1. Seu poder é exercido conforme Ele quer, quando Ele quer e onde Ele quer.

          1.1. Seu poder foi usado contra Faraó (Ex.14:13,14; Ex.14:30,31).

          1.2. Contra os amalequitas (Ex.17:14-16).

          1.3. Contra Jericó (Js.6:2,16).

          1.4. Contra o gigante Golias (1Sm.17:46,47).

          1.5. Deus livrou Daniel da boca do leão (Dn.6:22).

          1.6. Deus livrou seus servos da fornalha de fogo ardente (Dn.3:26).

          2. Nem todos foram libertos da aflição (Hb.11:36,37).

          1.1. Pedro foi liberto da prisão (At.5:18,19), mas Estevão foi apedrejado (At.7:59,60).

          1.2. Somente a Metusalém Deus capacitou a viver 979 anos (Gn.5:25,26).

          1.3. Somente a Sansão Deus deu força física (Jz.14:6; Dt.8:18).

          VII. DEUS É SOBERANO NO USO DE SUA MISERICÓRDIA

          1. A misericórdia não é um direito ao qual o homem faz juz. Misericórdia é o atributo de Deus, pelo qual Ele tem dó e compaixão dos miseráveis e os alivia. Mas, sob a justiça de Deus, ninguém é miserável que não mereça estar nessa situação. O objeto da misericórdia, portanto, são os miseráveis, e a miséria é o resultado do pecado. Então os miseráveis merecem o castigo, não a misericórdia. Falar sobre misericórdia merecida é uma contradição!

          2. Jesus exerceu misericórdia para o paralítico apenas (Jo.5:1-9). Ele não pediu a Jesus para ser curado. Jesus não curou a todos.

          VIII. DEUS É SOBERANO NO USO DE SUA GRAÇAaaa.

          1. Deus revelou sua graça para o desonesto Jacó (Rm.9:11-13). E Esaú?

          2. Deus revelou sua verdade aos humildes (Mt.11:25). Por que não aos sábios?

          3. Deus revelou seu plano aos pastores (Lc.2:8-15). Por que não ao Sinédrio?

          O esboço deste sermão foi por mim elaborado e pregado na Igreja Batista da Esperança, em Cruzeiro, interior de São Paulo. Foram 12 sermões preparados e pregados, tendo como base o livro Deus é Soberano, de A. W. Pink da Editora Fiel. Apenas os títulos de cada sermão seguem à risca os títulos apresentados no livro, entretanto alguns sermões podem conter mais de um capítulo do livro. As proposições e as divisões do sermão foram acrescentadas por minha conta. O conteúdo das argumentações foram extraídas do livro de Pink, com acréscimos de argumentos teológicos de minha própria autoria, assim como muitas outras referências bíblicas, a fim de melhor adaptar o conteúdo do livro à forma de sermão.

 

FONTE: Site Palavra Prudente.